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Transnordestina – Trechos: Trindade-Divisa PE/PI e Salgueiro-SUAPE

por abiliosoares publicado 07/04/2016 10h45, última modificação 07/04/2016 10h45

DIF 282/2007

Nº: 628150

Convenente: Pernambuco/PE

Objeto: Desapropriação de Faixa de Domínio de Trechos da Ferrovia Transnordestina no Estado de Pernambuco – Trechos: Trindade-Divisa PE/PI e Salgueiro-SUAPE.

Vigência 17 de novembro de 2016.

 

Justificativa:

 

A rede ferroviária no nordeste apresenta a nível nacional uma clara descontinuidade pela ausência do trecho da Ferrovia Transnordestina, uma vez que os trechos ferroviários com destino aos portos de Salvador na Bahia, Suape em Pernambuco e Pecem no Ceará não possuem ligação entre si, reduzindo as demandas do transporte ferroviário na região.

A implantação da Ferrovia Transnordestina, como parte da Malha Ferroviária do Nordeste, além de se constituir como um elemento catalisador do desenvolvimento regional pelo porte dos investimentos e pela sua função de proporcionar redução de custos na cadeia produtiva inter-regional, é estratégica para a interligação com os sistemas ferroviários centro e norte do país, viabilizando assim, o estabelecimento de um fluxo contínuo de cargas e a operação dos transportes através de Corredores Multimodais.

Observa-se assim que sem a implantação da Ferrovia Transnordestina e Malha Ferroviária do Nordeste permanecerá isolada, sem condições adequadas de integração a um Sistema Nacional de Transporte, com dificuldades de se viabilizar operacional e financeiramente, e ainda, gerando repercussões negativas através do comprometimento de outros investimentos estratégicos para o sistema de transportes do País como o atual esforço em melhoramentos e expansão dos portos.

O Programa da Ferrovia Transnordestina prevê como ação de curto prazo a construção do trecho de Trindade – Divisa PE/PI e Salgueiro – Suape.

O programa também prevê a construção do Ramal de Suape, interligando o Porto de Suape à Linha Centro em Moreno.

O estudo da demanda de transporte da Transnordestina baseou-se na análise de fluxos de produtos na região do Nordeste e considerou os custos totais de transporte para cada grupo de produtos, possibilitando a escolha do modal, com maior redução de custos comparativamente aos demais.

Os estudos tiveram como base a matriz de O/D elaborada pelo GEIPOT, para os produtos cuja alocação na rede de transporte interna resultou mais vantajosa com a utilização da Transnordestina, estimando-se taxa de crescimento a partir do ano 2000. Pelos resultados foi constatado um retorno do empreendimento para a economia pública com recursos retornando na forma dos impostos arrecadados, maior moeda circulante na região e um ganho de produtividade com maior transporte ferroviário versus a modalidade rodoviária, que é o objetivo do Programa em reduzir o “custo Brasil”.