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Hidrovia Solimões-Amazonas

por Andre Alberti publicado 29/06/2016 15h56, última modificação 29/06/2016 15h56

A Hidrovia do Amazonas é o principal caminho de escoamento de cargas, responsável por cerca de 65% do total transportado na região. A média anual de movimentação de cargas desde o início da década tem sido de cerca de 50 milhões de toneladas por ano.

 O transporte hidroviário na Amazônia é diversificado e atende a uma vasta região florestal, extremamente densa e cheia de rios. A hidrovia é fundamental para o comércio interno e externo, porque propicia a oferta de produtos a preços competitivos. Hoje, a infraestrutura hidroviária da região é constituída por vias de navegação em corrente livre e por trechos de rios canalizados.

O Rio Amazonas chega ao Oceano Atlântico em um delta enorme, com centenas de ilhas e canais a jusante de Almeirim, no Pará. De lá, as embarcações têm duas opções para chegar ao oceano: uma liga ao Porto de Santana/AP, ao norte da ilha de Marajó. A outra liga a Belém, pelo Estreito de Breves e o Rio Pará, ao sul de Marajó.

 Navegação

 O período de águas altas vai de Fevereiro a Julho, e o de águas baixas, de Julho a Outubro. 

 A cabotagem é o tipo principal de navegação, seguida pela de longo curso e navegação interior. Pequenas cargas e passageiros se deslocam para localidades ribeirinhas, e grandes volumes são transportados em tráfego de cabotagem e de longo curso. O rio é navegado por barcos de recreio, embarcações ribeirinhas, de turismo e lazer, balsas de cargas, balsas de derivados do petróleo, navios mercantes e navios graneleiros.

 São mais de 70 terminais e portos ao longo da hidrovia, pela qual são transportados produtos regionais como borracha, castanha do Pará, madeira de lei e peles silvestres, derivados de petróleo, produtos agrícolas, grãos e minérios, celulose, bauxita e caulim.

 Melhoramentos

 Ao longo dos rios Negro e Solimões, entre Manaus e Coari/AM, bancos de areia móveis restringem a navegação em alguns trechos. Para melhorar a navegabilidade, o DNIT contratou a elaboração de EVTEA e projetos básico e executivo de engenharia para sinalização de margem e balizamento, projetos básico e executivo de engenharia de dragagem e de derrocamento na hidrovia do Amazonas.

 O estudo, que será concluído no primeiro semestre deste ano, abrange 14.497 quilômetros nos seguintes rios da Bacia Hidrográfica Amazônica: Purus, Acre, Negro, Branco, Solimões, Amazonas, Juruá, Tarauacá, Envira, Iça, Japurá, Xingu, Jari, Trombetas, Paru e Uatumã.