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Eclusas

por André Cavalcante Moreira publicado 04/01/2018 09h51, última modificação 25/07/2019 10h47
Eclusas

Eclusa é uma obra de engenharia que permite que embarcações superem desníveis em cursos de água, ou seja, subam ou desçam os rios ou mares em locais onde há desníveis. São normalmente construídas em barragens, quedas de águas, corredeiras ou hidrelétricas.

Funciona para viabilizar a transposição de obstáculos que existem entre os trechos navegáveis ou amenizar os impactos dos ciclos de chuvas ao longo do ano.

Dessa forma, além de aumentar a extensão navegável, possibilita o trânsito de embarcações durante um período maior do ano.

Hoje existem 08 eclusas sob a responsabilidade do DNIT. Dessas, quatro ficam no Rio Grande do Sul (Amarópolis, Bom Retiro do Sul, Dom Marco e Fandango), duas em São Paulo (Jupiá e Três Irmãos), uma no Pará (Tucuruí) e uma na Bahia (Sobradinho).

 

Conheça cada uma delas:

Eclusa de Amarópolis

Eclusa de Amarópolis.jpg

 A barragem/eclusa de Amarópolis teve sua obra iniciada em 1971 e concluída em dezembro de 1974. Situa-se na margem esquerda do Rio Jacuí, perto da Vila de Santo Amaro, entre os municípios de General Câmara e Butiá (RS). A implantação dessa infraestrutura correspondeu à primeira etapa da canalização do Rio Jacuí, sendo de vital importância para a navegação comercial no Jacuí possibilitando-a até a cidade de rio Pardo. Atualmente, possui o maior volume de tráfego no âmbito das eclusas sob administração da AHSUL.

Juntamente com as barragens eclusadas do Anel de Dom Marco, no município de Rio Pardo (RS), e Fandango, em Cachoeira do Sul (RS), propiciam um estirão navegável de aproximadamente 300 km ao longo do rio Jacuí, permitindo, em qualquer época do ano, a navegação até os portos de Estrela, no rio Taquari, Rio Grande - porto marítimo na extremidade sul da Lagoa dos Patos, e Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do estado e do país, proporcionando cerca de 880 km de vias navegáveis interiores no Rio Grande do Sul.

DADOS GERAIS DA ECLUSA:

  • Desnível máximo – 5,00 m
  • Comprimento da câmara - 120,00 m
  • Largura da câmara - 17,00 m
  • Calado permissível da câmara – 2,5 m

 

Eclusa de Bom Retiro do Sul

Eclusa de Bom Retiro do Sul.png

A barragem/eclusa de Bom Retiro do Sul - única existente no Rio Taquari - teve sua construção iniciada em 1958 e após paralização das obras por diversos anos, foi concluída e inaugurada em 1976.

Permite a ligação hidroviária desde o porto rodo-hidro-ferroviário de Estrela até os portos de Porto Alegre e Rio Grande, entre outros.

DADOS GERAIS DA ECLUSA:

  • Desnível máximo – 11,80 m
  • Comprimento da câmara - 120,00 m
  • Largura da câmara - 17,00 m
  • Calado permissível da câmara – 2,5 m

 

Eclusa do Anel de Dom Marco  

Eclusa de Anel de Dom Marco.png

A construção da barragem/Eclusa de Dom Marco teve início em 1966 e conclusão em 1972. Se localiza na margem esquerda da Hidrovia do Jacuí, a cerca de 25 km da cidade de Rio Pardo (RS). A barragem e a eclusa não são integradas, distando 8 km uma da outra.

Pertencendo à Hidrovia do Mercosul, é de vital importância para o estado do Rio Grande do Sul, destacando-se o intenso transporte de areia, por meio de balsas autopropulsadas.

Juntamente com as barragens eclusadas de Amarópolis, no município de General Câmara (RS), e Fandango, em Cachoeira do Sul (RS), propiciam um estirão navegável de aproximadamente 300 km ao longo do rio Jacuí.

DADOS GERAIS DA ECLUSA:

  • Desnível máximo – 7,10 m
  • Comprimento da câmara - 120,00 m
  • Largura da câmara - 17,00 m
  • Calado permissível da câmara – 2,5 m 

 

Eclusa de Fandango

Eclusa de Fandango.png

Iniciada em 1952, se localiza a 2 km a montante da cidade de Cachoeira do Sul (RS), na margem esquerda do rio Jacuí. Foi concebida como o terceiro degrau do projeto de canalização do Rio Jacuí, com vistas a melhorá-lo para a navegação.

A barragem/eclusa do Fandango foi concluída em 1958 (61 anos), sendo a eclusa mais antiga à cargo do DNIT.

Juntamente com as barragens eclusadas do Anel de Dom Marco, no município de Rio Pardo (RS), e Amarópolis, em General Câmara (RS), propiciam um estirão navegável de aproximadamente 300 km ao longo do rio Jacuí.

DADOS GERAIS DA ECLUSA:

  • Desnível máximo – 4,00 m
  • Comprimento da câmara - 85,00 m
  • Largura da câmara - 15,00 m
  • Calado permissível da câmara – 2,5 m 

  

Eclusa de Jupiá

Eclusa de Jupiá.png

Inaugurada em 15 de janeiro de 1998, a eclusa de Jupiá localiza-se no rio Paraná, no município de Três Lagoas (MS), na divisa entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Faz parte da hidrelétrica Engenheiro Souza Dias, construída em 1974.

 DADOS GERAIS DA ECLUSA:

  • Desnível máximo -26,00 m
  • Comprimento da câmara - 210,00 m
  • Largura da câmara - 17,00 m
  • Calado permissível da câmara - 5 m (máximo)
  • A eclusa está ligada à barragem da UHE.

 

Eclusas de Três Irmãos

Eclusa de Três Irmãos.png

A construção das eclusas de Três Irmãos foi finalizada em 1995 e localiza-se no rio Tietê, no trecho denominado Baixo Tietê, no município de Pereira Barreto (SP), distando 650 km da capital paulista. O Sistema de Transposição de Desnível da barragem de Três Irmãos é constituído pelas duas eclusas e um canal intermediário de 926 metros de extensão e 70 metros de largura, para vencer um desnível total de 50 m.

O sistema permite manobras de embarcações e operação independente das eclusas. As embarcações que mais utilizam as eclusas são do “tipo Tietê”, compostas por um comboio com duas chatas e um empurrador, com até 138,5 metros de comprimento, 11 metros de largura e 7 metros de altura acima da linha d’água, com 3 metros de calado. Há restrição de utilização por embarcações miúdas, que precisam de autorização prévia emitida pela Administração Hidroviária.

O canal de Pereira Barreto interliga os reservatórios das UHE de Três Irmãos e de Ilha Solteira, permitindo atender as Hidrovias de Tietê e do Paraná. Sua construção teve início na década de 80, porém a integração entre os dois reservatórios foi concluída em 1992. Possui uma extensão de 9,6 km, largura de 50 m e profundidades de 12 m (na cota máxima de montante) e 8 metros na cota mínima. Tem capacidade para armazenar 210 mil m³ de água, suficientes para quatro eclusagens sucessivas.

 DADOS GERAIS DA ECLUSA:

  • Desnível máximo – cerca de 50 m, sendo 24,3 m (Eclusa 1) e 25,5 m (Eclusa 2)
  • Comprimento da câmara - 142,00 m
  • Largura da câmara - 12,10 m
  • Calado permissível da câmara – 3,5 m
  • A eclusa está ligada à barragem da UHE.

 

Eclusas de Tucuruí

Eclusa de Tucuruí.jpg

Com a construção da Hidrelétrica (UHE) de Tucuruí e de sua barragem, obras realizadas entre 1974 e 1984, surgiu a necessidade de implantar um Sistema de Transposição de Desnível (eclusas) no Rio Tocantins, com o objetivo de permitir a navegação entre Belém e Marabá/PA.

As obras de construção do Sistema de Transposição de Desníveis tiveram início em 1981 e, devido à sucessivas paralizações ao longo de três décadas, sua inauguração se deu em 30 de novembro de 2010. O sistema vence um desnível total de cerca de 72 m, sendo composto por duas eclusas e um canal intermediário de 5.500 metros de extensão, o qual viabiliza a realização de manobras e cruzamentos de comboios e embarcações. Cada eclusa possui uma câmara de 210 metros de comprimento, 33 metros de largura e 5 metros de calado, sendo que ambas as eclusas podem operar de forma totalmente independente.

A Eclusa 1 ou Eclusa de Montante, que está ligada à barragem da UHE de Tucuruí, permite a ligação entre o Canal Intermediário e o lago da barragem de Tucuruí, vencendo um desnível de 36,5 metros. O Canal intermediário é formado por diques de terra e tem largura mínima de 140m e 5.500m de extensão. A Eclusa 2 ou Eclusa de Jusante permite a ligação entre o Canal Intermediário e o leito do rio Tocantins, vencendo um desnível de 35 metros.

O sistema pode atender comboios de 200 metros de comprimento, 32 metros de largura e 3 metros de calado, com capacidade para 19 mil toneladas de carga. Sua construção visou o aproveitamento dos rios Tocantins e Araguaia, ligando o porto de Belém (PA) à região do alto Araguaia numa extensão de mais de 2.000 km.

DADOS GERAIS DAS ECLUSAS:

  • Desnível máximo – cerca de 72 m, sendo 36,50 m (Eclusa 1) e 35,00 m (Eclusa 2).
  • Comprimento da câmara de cada eclusa = 210,00 m
  • Largura da câmara de cada eclusa = 33 m
  • Calado permissível da câmara de cada eclusa = 5 m

 

Eclusa de Sobradinho

Eclusa de Sobradinho.png

O complexo de Sobradinho começou a ser construído em 1973, em um trecho do Rio São Francisco a 40 km a jusante das cidades de Juazeiro, no Estado da Bahia, e de Petrolina, em Pernambuco.

Envolve a Usina Hidrelétrica (UHE), a barragem, de comprimento total de 12,5 km e altura máxima de 41 metros, e uma eclusa para transposição de desnível. A usina e a eclusa entraram em operação em 1979.

DADOS GERAIS DA ECLUSA:

  • Desnível máximo – 32,5 m
  • Comprimento da câmara da eclusa = 120,00 m
  • Largura da câmara da eclusa = 17,00 m
  • Calado permissível da câmara da eclusa = 2,5 m
  • A eclusa está ligada à barragem da UHE.