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Eclusas

por André Cavalcante Moreira publicado 04/01/2018 09h51, última modificação 27/12/2018 10h51
Eclusas

Eclusa é uma obra de engenharia que permite que embarcações superem desníveis em cursos de água, ou seja, subam ou desçam os rios ou mares em locais onde há desníveis. São normalmente construídas em barragens, quedas de águas, corredeiras ou hidrelétricas.

Conheça as eclusas administradas pela DAQ:

 

Eclusa do Anel de Dom Marco - RS

 Localizada a cerca de 25 km da cidade de Rio Pardo (RS), na margem esquerda do rio Jacuí, a Eclusa possui 120 metros de comprimento e 17 metros de largura, com calado de 2,5 metros.  O rio, que pertence a Hidrovia do Mercosul, é de vital importância para o estado e para os municípios em que passa, sendo fonte de irrigação de lavouras, sustentando famílias que dependem da pesca e possuindo diversas áreas licenciadas para extração de areia, atividade de suma importância econômica e social para o Rio Grande do Sul. O rio Jacuí também é muito utilizado para passeios, pesca e esportes náuticos.

 

Eclusa de Fandango - RS

 Localizada a 2 km a montante da cidade de Cachoeira do Sul (RS), na margem esquerda do rio Jacuí, a Eclusa possui 85 metros de comprimento, 15 metros de largura, e pode atender comboios de até 3 metros de calado, com capacidade de carga de 4,4 milhões de toneladas por ano.  A barragem é móvel, com eclusa conjugada a uma ponte rodoviária metálica, que serve também de passarela para os guindastes de madeira dos painéis móveis da barragem.

 

Eclusa de Bom Retiro do Sul - RS

 Localizada no rio Taquari, a Eclusa possui 120 metros de comprimento por 17 metros de largura e profundidade de 16 metros, permitindo a passagem de embarcações com até 3 metros de calado, o que permite a ligação hidroviária desde o porto rodo-hidro-ferroviário de Estrela até os portos de Porto Alegre e Rio Grande, entre outros. O sistema tem uma capacidade de carga de 6,6 milhões de toneladas por ano.

 

Eclusa de Amarópolis – RS

 Localizada no município de General Câmara (RS), perto da Vila de Santo Amaro, na margem esquerda do Rio Jacuí, a Eclusa possui 120 metros de comprimento e 17 metros de largura, para comboios com até 2,5 metros de calado, com capacidade de carga é de até 6,6 milhões de toneladas por ano. É uma obra de vital importância para regularizar a navegação comercial no Jacuí e visa possibilitar a navegação até a cidade de rio Pardo, através de um duplo nivelamento do rio.

 Juntamente com as barragens eclusadas do Anel de Dom Marco, no município de Rio Pardo RS), e Fandango, em Cachoeira do Sul (RS), propiciam um estirão navegável de aproximadamente 300 km ao longo do rio Jacuí, permitindo, em qualquer época do ano, a navegação até os portos de Estrela, no rio Taquari, Rio Grande - porto marítimo na extremidade sul da Lagoa dos Patos, e Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do estado e do país, proporcionando cerca de 880 km de vias navegáveis interiores no Rio Grande do Sul.

 

Eclusa de Três Irmãos (SP)

 Localizada no município de Pereira Barreto (SP), a cerca de 650 km da capital paulista, o sistema de transposição da barragem de Três Irmãos tem duas eclusas e um canal intermediário, com 926 metros de extensão e 70 metros de largura. Cada eclusa tem 142 metros de comprimento, 12,1 metros de altura e calado de 3,5 metros, acomodando comboios de até 137 metros de comprimento por 11 metros de largura.

 O canal de Pereira Barreto é um lago artificial com extensão de 9,6 km e interliga o reservatório da UHE Três Irmãos ao da UHE Ilha Solteira, através do rio São José dos Dourados. Tem capacidade para armazenar 210 mil m³ de água, suficientes para quatro eclusagens sucessivas. O sistema permite manobras de embarcações e operação independente das eclusas, para vencer um desnível de quase 50 metros.

  As embarcações que mais utilizam as eclusas no trecho são do “tipo Tietê”, compostas por um comboio com duas chatas e um empurrador, com até 138,5 metros de comprimento, 11 metros de largura e 7 metros de altura acima da linha d’água, com 3 metros de calado. Há restrição de utilização por embarcações miúdas, que precisam de autorização prévia emitida pela Administração Hidroviária.

 

Eclusa de Tucuruí - PA

 Localizado entre o porto de Vila do Conde, próximo a Belém (PA), e a cidade de Marabá, em um trecho do rio Tocantins, que possui uma extensão de 495 km, o sistema de Tucuruí, no rio Tocantins, no Pará, possui duas eclusas e um canal intermediário de 5.500 metros de extensão, em um sistema que permite manobras e cruzamentos.

 Cada eclusa tem 210 metros de comprimento, 33 metros de largura e 5 metros de calado e ambas podem operar de forma totalmente independente. A eclusa 1, a montante, leva cerca de 13 minutos para encher e, em média, 14 minutos para esvaziar. A eclusa 2, a jusante, fica cheia em 14 minutos, e se esvazia em 16.

 Eclusa de TucuruíA Eclusa 1 ou Eclusa de Montante é a eclusa que faz a interface entre o Canal Intermediário e o lago da barragem de Tucuruí, ligada à mesma barragem onde se encontra a Usina Hidrelétrica de Tucuruí. O Canal intermediário é formado por diques de terra e tem largura mínima de 140m e 5.500m de extensão. A Eclusa 2 ou Eclusa de Jusante é a eclusa que faz a interface entre o Canal Intermediário e o leito do rio Tocantins.

 A construção das duas eclusas venceu um desnível de 72 metros de altura provocado pela construção da barragem da usina hidrelétrica de Tucuruí. O sistema pode atender comboios de 200 metros de comprimento, 32 metros de largura e 3 metros de calado, com capacidade para 19 mil toneladas de carga. Sua construção visou o aproveitamento dos rios Tocantins e Araguaia, ligando o porto de Belém (PA) à região do alto Araguaia numa extensão de mais de 2.000 km.