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Hidrovia do Amazonas

por André Cavalcante Moreira publicado 27/12/2018 10h02, última modificação 27/12/2018 10h10
Hidrovia do Amazonas

 A hidrovia do Amazonas é a principal via de transporte e escoamento de cargas na região Norte, onde é responsável por cerca de 65% do total transportado. Apresenta extensão de 1.646 km, atravessando as bacias dos rios Foz do Amazonas, Jatapu, Madeira, Negro, Paru, Tapajós, Trombetas e Xingu.  Esta hidrovia encontra continuidade na hidrovia do Solimões.

 Entre suas características está o fato de ser navegável em praticamente todos os seus afluentes, devido a boa profundidade da calha dos rios e a inexistência de corredeiras na planície amazônica. Na hidrovia são realizados os deslocamentos de passageiros, transporte de pequenas cargas e praticamente todo o transporte cargas direcionados aos grandes centros regionais – Belém (PA) e Manaus (AM).

 A hidrovia é fundamental para o comércio interno e externo da região Norte porque propicia a oferta de produtos a preços competitivos. Hoje, a infraestrutura hidroviária da região é constituída por vias de navegação em corrente livre e por trechos de rios canalizados.

 De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, a média anual de movimentação de cargas desde o início da década tem sido de cerca de 50 milhões de toneladas por ano. A ligação com a hidrovia do Madeira e do Tocantins-Araguaia contribuem para a ampliação do transporte hidroviário na região.

 A hidrovia permite a navegação de grandes comboios, com até 18 mil toneladas, mesmo durante a estiagem. A largura varia entre 440 metros e 9.900 metros, e a profundidade oscila de acordo com as estações seca e chuvosa, e pode chegar a 13 metros.

 

Características Gerais

 A bacia na qual se situa a hidrovia do Amazonas é a maior do mundo, com uma área de drenagem de cerca de 7 milhões de km2. Desta área total, cerca de 55% está sitiado no Brasil, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia, onde atravessa 29 municípios nos Estados do Amazonas (AM), Amapá (AP) e Pará (PA).

 De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, o período de enchente da hidrovia do Amazonas se encontra entre fevereiro em junho e o período de vazante entre julho e outubro. A vazão média, na estação Óbidos (PA), é de cerca de 170.000 m³/s e a sua largura média é de aproximadamente 5 km. com profundidades mínimas da ordem de 30 metros.

 A cabotagem é o tipo principal de navegação, seguida pela de longo curso e navegação interior. Pequenas cargas e passageiros se deslocam para localidades ribeirinhas e grandes volumes são transportados em tráfego de cabotagem e de longo curso. A hidrovia é navegada por barcos de recreio, embarcações ribeirinhas, de turismo e lazer, balsas de cargas, balsas de derivados do petróleo, navios mercantes e navios graneleiros.

 São mais de 70 terminais e portos ao longo da hidrovia, pelos quais são transportados produtos regionais como borracha, castanha do Pará, madeira de lei e peles silvestres, derivados de petróleo, produtos agrícolas, grãos e minérios, celulose, bauxita e caulim.

 

Abrangência: 29 Municípios no AP, AM e PA (PHE, 2013)

População: 9.225.492 hab (IBGE, 2010)

Extensão navegável: 1.646 km (entre Belém e Manaus)

Largura média: 2.000 m

Período de águas baixas: junho

Período de águas altas: novembro

Transporte de carga (2010 a 2014): 46.746.407 ton (ANTAQ, 2015)

Principais cargas: semirreboque baú; combustíveis, óleos minerais e produtos derivados; soja; milho; outros grupos de mercadoria (ANTAQ, 2015).

IP4: 60

 

Localização:

 

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