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Hidrovia do Madeira

por Andre Alberti publicado 29/06/2016 15h57, última modificação 20/07/2016 17h10

O Rio Madeira é a segunda via de transporte mais importante da Amazônia, atrás apenas do rio Amazonas. Navegável numa extensão de 1.086 quilômetros entre Porto Velho e a foz, em Itacoatiara/AM, permite a navegação de grandes comboios, com até 18 mil toneladas, mesmo durante a estiagem. A largura varia entre 440 metros e 9.900 metros. A profundidade oscila de acordo com as estações seca e chuvosa, e pode chegar a 13 metros.

 O Rio Mamoré nasce na Serra de Cochabamba, Bolívia, e ao receber as águas do Rio Guaporé, em Guajará-Mirim, segue pela fronteira até encontrar o Rio Beni e formar o Rio Madeira em Nova Mamoré, num percurso de 246 quilômetros. O Rio Guaporé nasce na Chapada dos Parecis/MT, e tem sua foz no Rio Madeira.

A hidrovia Mamoré-Guaporé é navegável entre Guajará-Mirim, em Rondônia, e Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso. A extensão é de cerca de 1.175 km. A profundidade mínima, no rio Mamoré, é de 2,5 m. No rio Guaporé, a profundidade mínima é de 1 m, na passagem rochosa de Príncipe da Beira.

 Navegação

A liberação para navegação de comboios de balsas leva em consideração o nível do rio medido na Régua de Porto Velho. Podem circular comboios com 270 metros de comprimento, 55 metros de boca e calado de 3,6 metros, dependendo da medição registrada.

 O período de águas baixas vai de Julho a Outubro, e o de águas altas, de Fevereiro a Maio. No período de estiagem há formação de bancos de areia, que alternam o canal preferencial de navegação.

 A hidrovia é o principal meio de escoamento produção de grãos, como soja e milho proveniente das plantações de Mato Grosso. Esses grãos chegam ao porto de Porto Velho, depois de um percurso de 800 km pela BR-364. De lá, por comboios integrados, seguem para o terminal de Itacoatiara/AM, e para o exterior.