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Hidrovia do São Francisco

por Andre Alberti publicado 20/07/2016 17h19, última modificação 20/07/2016 17h19

Com 2.354 quilômetros de extensão, a hidrovia se estende pelos rios São Francisco, Paracatu, Grande e Corrente. A Bacia do Rio São Francisco, com 641 mil km² de área, representa cerca de 7,5% do território nacional, e se distribui por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Goiás e Distrito Federal.

 São quatro trechos característicos. O Alto São Francisco, das cabeceiras até a Serra da Canastra, em Pirapora/MG. O Médio São Francisco está localizado entre Pirapora e Remanso/BA. A partir daí, o Submédio São Francisco vai até Paulo Afonso/BA, onde o Baixo São Francisco se estende até a foz, no Oceano Atlântico.

 Navegação

 Atualmente a navegação comercial acontece entre Juazeiro/Petrolina e Ibotirama, em uma extensão de 560 quilômetros. São usados no Rio São Francisco comboios do tipo integrado: um comboio com 120 metros de comprimento, 16 metros de boca e 1,5 metro de calado, com capacidade para 2 mil toneladas; ou dois comboios com 120 metros de comprimento, 22 metros de boca e 1,5 metro de calado e capacidade para 3 mil toneladas.

 O pólo de Juazeiro/Petrolina é o centro do sistema de cargas da região, e se volta para o mercado interno e para exportação. Em um raio de 250 quilômetros de distância por rodovias, tem-se a produção de grãos da região de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. Pelo modal hidroviário, são 610 quilômetros de distância até Muquém/Ibotirama. Por ferrovia, percorre-se 550 quilômetros ao Porto de Aratu, na Baía de Todos os Santos.

Além da produção de grãos e algodão no cerrado a oeste da Bahia e Sul do Piauí, esse sistema multimodal pode atender a cultura de frutas e de cana-de-açúcar irrigada na região do Vale do São Francisco. Outras atividades importantes na região são a avicultura concentrada no entorno de Feira de Santana/BA, Recife, Caruaru/PE e Fortaleza, bem como os pólos minerários: de gipsita em Araripina/PI, que alimenta a indústria do gesso e fornece gesso às culturas agrícolas; e o de calcário agrícola, perto de Ibotirama.

 O sistema do São Francisco é parte de uma cadeia multimodal de exportação de produtos agrícolas. A cadeia inicia com o transporte rodoviário a partir das áreas produtoras de Ibotirama, de onde se trafega por via fluvial até Pirapora. De lá, a carga segue por trem até o porto marítimo de Vitória/ES. 

 Os principais terminais existentes são: Pirapora, em Minas Gerais, Ibotirama (Muquém do São Francisco), Juazeiro, Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa e Santa Maria da Vitória, na Bahia; além de Santa Maria da Boa Vista e Petrolina, em Pernambuco.

 Há potencial de expansão futura da navegação pelo rio São Francisco entre Juazeiro/Petrolina e a barragem de Itaparica, expandindo o estirão navegável em 400 km. Para isso, seria necessário construir, com eclusas, as usinas hidrelétricas Riacho Seco e Pedra Branca.