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Hidrovia do Tapajós

por Andre Alberti publicado 29/06/2016 15h57, última modificação 28/06/2017 17h46

A bacia hidrográfica do Tapajós – Teles Pires está na Amazônia e tem sua cabeceira na cidade de Sorriso/MT. A partir da cachoeira Rasteira, é navegável até sua foz, em Santarém/PA. O rio Tapajós tem 843 quilômetros de extensão até a confluência com os rios Teles Pires e Juruena. Sua foz, em Santarém, está a 950 quilômetros de Belém e 750 quilômetros de Manaus.

O baixo Tapajós é navegável numa extensão de cerca de 280 quilômetros, entre Santarém e São Luís do Tapajós/PA. Aí se localizam diversas corredeiras que, aliadas à cachoeira de Cachorão, mais de 300 quilômetros à frente, dividem a hidrovia em três trechos de navegação praticamente isolados entre si. No baixo dos rios Juruena e Teles Pires, o fundo é arenoso, sem grandes obstáculos para os comboios. Apesar disso, na estiagem surgem diversos bancos de areia nos leitos.

Atualmente os comboios-tipos permitidos no Rio Tapajós têm 210 metros de comprimento e 32 metros de boca, com 3 metros de calado e capacidade para 900 toneladas de carga. No Teles Pires, a largura do comboio tem 21,34 metros, com comprimento de 210 metros e 3 metros de calado.

Os principais portos são o de Santarém e o de Itaituba. O porto de Santarém está na margem direita do Rio Tapajós, na confluência com o Rio Amazonas. A área de influência do porto abrange Amazonas, Rondônia, Pará e Mato Grosso. O acesso rodoviário é feito pela BR-230, a Transamazônica, e pela BR-163, Cuiabá-Santarém.

O porto de Itaituba, também na margem direita do Tapajós, fica no Sudoeste paraense. A área de influência abrange as cidades próximas de Novo Progresso, Jacareacanga, Trairão e Aveiro, até Belém e Manaus.

Combinada com a BR-163, a hidrovia pode potencializar as atividades ligadas ao agronegócio na região. A produção de grãos no Norte e Centro-Leste de Mato Grosso e Sudoeste do Estado do Pará poderia atingir os portos da calha do Amazonas e lá embarcar em navios graneleiros direto para o exterior, em vez de se dirigir ao sudeste do Brasil.          

Além da capacidade de carga, a hidrovia pode liberar rotas alternativas para o escoamento da produção pelo Centro-Sul do país e descongestionar modais de transporte e a infraestrutura portuária. O sistema Tapajós – Teles Pires pode, então, ser o de maior vocação à circulação de mercadorias para o abastecimento e implementação do comércio exterior do Norte e Nordeste de Mato Grosso e Sul do Pará.