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Hidrovia Paraná-Tietê

por Andre Alberti publicado 29/06/2016 09h37, última modificação 20/07/2016 17h07

A hidrovia Paraná-Tietê atravessa os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Ela está integrada a rodovias, ferrovias e dutovias regionais e federais, em um sistema multimodal de escoamento da produção agrícola da região, onde é gerada quase a metade do PIB brasileiro.

 O Rio Paraná é navegável ao longo de 1.023 quilômetros, com largura média de 120 metros. Sob responsabilidade do Governo Federal, a hidrovia se estende entre a Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu/PR, e duas barragens: a da UHE de São Simão, no município goiano de mesmo nome, no rio Paranaíba; e a da UHE de Água Vermelha no rio Grande, em Iturama, no Triângulo Mineiro.

 Afluente do Rio Paraná, o Tietê tem uma extensão navegável de 715 quilômetros, com profundidade mínima de três metros. A hidrovia é administrada pelo Governo de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual de Logística e Transportes. 

 O sistema formado pelas duas hidrovias tem oito eclusas em funcionamento. Seis no rio Tietê: Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhadava e Três Irmãos. Todas têm 142 metros de comprimento e 12 metros de largura, com profundidades entre 3 e 4 metros. As outras eclusas estão localizadas no Rio Paraná: Jupiá, em Castilho/SP e Porto Primavera, em Rosana/SP. Estas duas têm 210 metros de comprimento, 17 metros de largura e 4 metros de profundidade.

 Navegação

 Os comboio-tipo para o Rio Paraná é de 200,5 metros de comprimento, 16 metros de boca e 3,7 metros de calado. Já no Rio Tietê o comboio-tipo tem 137 metros de comprimento, 11 metros de boca e 2,7 metros de calado.

 Pela hidrovia são transportadas, anualmente, cerca de 6,5 milhões de toneladas de cargas, principalmente soja, milho e farelo de soja, além de areia e cana-de-açúcar. O sistema também serve ao transporte de milho, mandioca, carvão, adubo, areia e cascalho.