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Atividades de educação ambiental destacam a preservação da flora nas obras da BR-285/RS/SC

GESTÃO AMBIENTAL

Descoberta de planta encontrada apenas na Serra da Rocinha é uma das atrações para a comunidade
por publicado: 18/09/2018 15h33 última modificação: 18/09/2018 15h33

     A preservação da flora é um dos temas constantemente trabalhados nas atividades de educação ambiental realizadas pela Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em Santa Catarina, por meio da Gestora Ambiental, no âmbito das obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC. Isso porque o empreendimento está inserido em região de Mata Atlântica, bioma cujas florestas e ecossistemas formam uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta. Nos dias 11 e 12 de setembro, foi a vez de alunos do 7º ano da Escola de Educação Básica Timbé do Sul e colaboradores do Consórcio executor do lote catarinense participarem das ações de sensibilização.

     Em visita guiada ao viveiro florestal localizado no canteiro de obras, em Timbé do Sul, os estudantes tiveram contato com as principais plantas nativas encontradas na região. A bióloga da Gestão Ambiental, Anaitê Zanette Stüpp, explicou que a estrutura recebe mudas e sementes de espécies resgatadas no trecho em obras para futuro plantio em áreas no entorno do empreendimento. A profissional falou ainda sobre as licenças ambientais que regem o trabalho e ilustrou como ocorre o processo de vistoria em campo, identificação das espécies, resgate e realocação para os hortos.

     Além das bromélias, orquídeas, xaxins e palmiteiros, que são ameaçados de extinção e/ou protegidos por lei, chamou a atenção a apresentação de uma espécie encontrada apenas na Serra da Rocinha e que foi recentemente descoberta por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Batizada de gravatá-do-bruno (Eryngium irgangii) em homenagem póstuma ao professor de Botânica Bruno Edgar Irgang, a planta – que pode atingir até dois metros de altura – cresce nas bordas das encostas da serra, muitas vezes sob cobertura vegetal, habitando fendas rochosas úmidas com acúmulo de matéria orgânica. A espécie vem sendo preservada por meio de transplantes para os viveiros e de mudas semeadas que irão revestir os paredões do trecho em obras. A aluna Evelin Genuíno Borges, de 12 anos, ficou admirada com todo o cuidado ambiental que acompanha a construção da rodovia. “Não imaginei que a obra acontecia dessa forma. A preservação das plantas é boa também para os animais, já que a floresta é a casa deles”, observou.

Trabalhadores participam de plantio

     Um grupo de colaboradores do empreendimento também recebeu informações e orientações sobre a importância de preservar a flora nativa. O educador ambiental, Cauê Canabarro, discorreu sobre a evolução da legislação ambiental brasileira e lembrou que um meio ambiente equilibrado é fundamental para garantir a qualidade de vida da população. Ele falou ainda sobre as atividades que buscam envolver a comunidade na construção da rodovia, citando as iniciativas de plantio realizadas com alunos do município e convidando os trabalhadores a também deixarem a sua marca positiva no meio ambiente. Cada integrante da equipe semeou uma araucária utilizando pinhões como semente, cujas mudas auxiliarão na recuperação ambiental da serra.

     Natural de Timbé do Sul, o servente Valdemir Luis conta que desde o início das obras auxilia na realocação das espécies vegetais. “É muito importante esse trabalho, porque as árvores seguram o solo e a água dos rios”, comentou. Já o laboratorista mineiro Vagner Jesus Diniz, que atua na área de controle tecnológico desde 1991, e já exerceu a sua profissão em diferentes empreendimentos rodoviários, ferroviários e de geração de energia por todo o Brasil ressalta que a questão ambiental no segmento de pavimentação evoluiu muito nos últimos 15 anos. "Acredito que a consciência ambiental tem que ser repassada às futuras gerações, pois é o que vai nos garantir qualidade de vida e beleza. Estou encantado com essa região e a diversidade da vegetação local”, afirmou.  

18/09/2018

ASCOM/DNIT