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DNIT registra vestígios do tropeirismo no RS para produção de documentário

DOCUMENTÁRIO

Objetivo é contribuir com a valorização da cultura e identidade locais
por publicado: 26/04/2019 16h02 última modificação: 30/04/2019 10h38

Brasília,  26/04/2019 - No mês de abril, foram realizadas incursões em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul para gravação do documentário sobre a formação histórica da região em que estão inseridas as obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC. Produzido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC) o material busca contribuir com a valorização da cultura e da identidade locais, bem como fortalecer as potencialidades turísticas da região. O trabalho tem como fio condutor o tropeirismo, um importante fragmento histórico do transporte de cargas no País que remonta ao final do século XVII e início do XVIII.

Em Nova Veneza (SC), a equipe gravou entrevistas e imagens aéreas com o apoio dos profissionais do Instituto Felinos do Aguaí, um projeto ambiental dedicado à conservação dos felinos silvestres que estão entre as espécies mais ameaçadas do mundo, afetados principalmente pela perda do seu habitat. O projeto é realizado na Reserva Biológica Estadual do Aguaí, uma das dez Unidades de Conservação estaduais do estado de Santa Catarina. O Instituto ainda cedeu imagens – capturadas por meio de armadilhas fotográficas – de espécies como o leão-baio e a jaguatirica.

Nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, foram registradas imagens de importantes patrimônios materiais e paisagísticos da época. No município de Bom Jesus, a equipe esteve no Passo de Santa Vitória e no Passo do Matemático, locais de travessia das tropas pelos rios Pelotas e das Antas, respectivamente. Onde hoje se localiza uma pousada, foram gravadas cenas de um dos mais preservados corredores utilizados pelos tropeiros, o qual conta com mais de seis quilômetros de extensão. Estas estruturas são formadas por dois muros paralelos construídos em taipas de pedra encaixadas a seco e cuja função era facilitar a condução das tropas de gado.

Já em São José dos Ausentes, a equipe realizou gravações no Morro da Cruzinha, local descrito pelo sargento-mor Francisco de Souza Faria quando da abertura do Caminho dos Conventos entre 1728 e 1730. Tal caminho era uma das principais rotas de ligação entre o litoral e o planalto e passava por Timbé do Sul, cidade que hoje recebe as obras de pavimentação da Serra da Rocinha, via que também foi utilizada em atividades tropeiras e que hoje se projeta como a principal ligação entre as regiões Sul de SC e Nordeste do RS.

Coordenação de Comunicação Social - DNIT / Gestão Ambiental BR-285