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Manutenção e Restauração Rodoviária

por Victoria de Souza Câmara publicado 09/08/2019 16h41, última modificação 09/08/2019 16h41

Fresagem

O pavimento asfáltico, ao longo de sua vida útil, sofre um desgaste imposto tanto pelo tempo (oxidação do ligante) como pelas cargas dos veículos que trafegam sobre o mesmo. Quando a sua estrutura entra em estado de deterioração, é necessário que haja uma intervenção em sua superfície para restabelecer novamente condições de trafegabilidade à rodovia. Dentre os principais defeitos, podemos citar as trincas, remendos, ondulações entre outros.

Visando corrigir esses defeitos, umas das técnicas de manutenção utilizadas pelo DNIT é a fresagem, que consiste no corte de uma ou mais camadas do pavimento asfáltico por meio de processo mecânico através de um equipamento denominado fresadora. A fresagem é aplicada também na remoção revestimento asfáltico sobre o tabuleiro de pontes e viadutos, regularização de pavimento e como melhoria de coeficiente de atrito. Em pavimentos com ocorrência de trincamentos, é importante executar a fresagem como uma ação preventiva, pois dessa forma evita-se que a água entre no pavimento ocasionando o aparecimento de buracos, principalmente durante o período chuvoso.

De acordo com a literatura e manuais técnicos vigentes, a fresagem pode ser classificada de acordo com a espessura de corte ou quanto à rugosidade da pista após a realização do procedimento. Com relação à espessura de corte, a fresagem pode ser superficial, rasa e profunda. Com relação à rugosidade, a fresagem é classificada como padrão, fresagem fina ou microfresagem.

 

Reciclagem de pavimentos

A reciclagem de pavimentos é definida como a reutilização de misturas asfálticas já envelhecidas e deterioradas destinadas à produção de novas misturas, tirando proveito dos agregados e ligante residual que já foram utilizados em revestimentos aplicados anteriormente. Nesse serviço, são acrescentados novos materiais tais como: agentes rejuvenescedores, espuma de asfalto, emulsão asfáltica e CAP para compor o revestimento a ser aplicado nas rodovias.

Os materiais oriundos da fresagem são agregados envolvidos por ligante asfáltico envelhecido e que podem ser reaproveitados na pavimentação de novos trechos. O material fresado também pode ser utilizado na confecção de novas bases, onde esse material é incorporado à base existente, dando origem a uma nova base sobre a qual é aplicada uma nova camada asfáltica.

Uma das principais vantagens da aplicação dessa técnica é a redução do consumo de materiais da natureza, pois dessa forma é possível realizar a manutenção dos pavimentos com redução da utilização de recursos naturais e dos custos de aplicação. Além disso, a reciclagem de pavimentos vem ganhando importância especialmente em regiões de grande aglomeração populacional, pois são exatamente nessas áreas onde existem as maiores dificuldades de se encontrar materiais na natureza para a execução de obras rodoviárias.

De acordo com a literatura e manuais técnicos atuais, a reciclagem pode ser realizada a quente, quando o intuito é somente reciclar capa asfáltica ou a frio, se as demais camadas do pavimento (base e sub-base) também necessitem de intervenções estruturais.

 

Microrrevestimento asfáltico

O Microrrevestimento Asfáltico a Frio (MRAF) é um dos tipos de revestimento asfáltico utilizado na manutenção preventiva e na reabilitação funcional de pavimentos.

De acordo com a literatura e manuais técnicos vigentes, o MRAF é geralmente aplicado nas seguintes situações: selagem de trincas, manutenção de superfícies oxidadas, ausência de aderência entre pneu e pavimento, impermeabilização do pavimento, revitalização de superfícies desgastadas e preenchimento de trilhas de roda. O MRAF também pode ser utilizado como camada intermediária para retardamento do processo de reflexão de trincas.

O MRAF também pode ser aplicado sobre pavimentos rígidos e sobre pontes e viadutos. Nesses casos, faz-se esse tipo de intervenção com o intuito de melhorar o coeficiente de atrito da superfície e regularizar possíveis depressões longitudinais criadas pela carga imposta por pneus de veículos pesados.

O tempo médio para liberação ao tráfego é em média de 1 hora após a realização da aplicação, o que torna vantajosa a aplicação dessa técnica em perímetros urbanos e em rodovias de alto volume de tráfego. Quando se atinge esse tempo, uma equipe percorre o trecho executado com a finalidade de verificar se o processo de cura do revestimento está finalizado. Não havendo desprendimento dos agregados ao trafegar sobre o pavimento, autoriza-se a liberação do trecho.